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Como andar de skate: 5 etapas do zero até seu primeiro ollie — e aquela que todo mundo pula

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Como andar de skate: 5 etapas do zero até seu primeiro ollie — e aquela que todo mundo pula

Tu as la planche et aucune idée de par où commencer. Les 5 étapes dans l'ordre, le temps que prend chacune — et celle que presque tout le monde saute, alors que c'est elle qui fait la différence.

8 septembre 2026 · 10 min de lecture
Guillaume Martin

Rédacteur skate chez NOSK8.

Spots, portraits et culture skate française — chaque article est relu et sourcé. Trois générations de pros au compteur. Chronique mensuelle.

Tu as la planche et aucune idée de par où commencer. Les 5 étapes dans l'ordre, le temps que prend chacune — et celle que presque tout le monde saute, alors que c'est elle qui fait la différence.


Nível: Iniciante

Você já tem o skate. Ele está largado no seu quarto há três dias e você fica olhando pra ele como se fosse te morder. A pergunta de verdade não é como andar de skate — é por onde começar pra não pagar mico na frente do primeiro que aparecer.

São estas as 5 etapas, na ordem, as mesmas que todo moleque que evolui rápido segue. Conte de duas a três semanas para as quatro primeiras se você andar 30 minutos por dia. A quinta, o ollie, demora mais — e isso é normal.

Mas tem um detalhe. Dessas 5 etapas, tem uma que quase ninguém faz. Leva vinte minutos, parece que não serve pra nada, e é justamente ela que separa quem continua depois de seis meses de quem larga o shape embaixo da cama. Qual? Resposta no fim da página. Primeiro, as etapas.

O erro que a gente vê o tempo todo

O clássico: você desencaixota o skate, sobe nele na sala e já tenta um ollie no mesmo dia porque foi isso que você viu em loop no TikTok. Resultado: o shape vai parar na parede, você torce o tornozelo e, uma semana depois, está convencido de que “não nasceu pra isso”. Você não é ruim. Você só pulou as quatro etapas que tornam a quinta possível.

Etapa 1 — Regular ou goofy: o teste que leva 10 segundos

Antes de qualquer coisa, você precisa saber qual pé vai na frente. Duas opções: pé esquerdo na frente, é regular; pé direito na frente, é goofy. Nenhum é melhor que o outro, quem decide é o seu corpo.

O teste mais confiável: peça pra um parceiro te dar um empurrãozinho nas costas, sem avisar. O pé que vai pra frente pra te segurar é o seu pé da frente no skate. Segundo método, se você estiver sozinho: corra alguns metros e escorregue de meia num piso liso. O pé que passa na frente é esse.

A maioria dos skatistas anda de regular. Se você for do outro time, melhor ainda: você é goofy que nem o Tony Hawk, e ninguém vai te encher por causa disso.

Comment faire du skate : les premiers gestes, regular ou goofy, expliqués en vidéo

Esse vídeo da Braille Skateboarding mostra os primeiros movimentos em condições reais. Repare principalmente em onde eles põem os pés — é exatamente o que vem a seguir.

Etapa 2 — Subir no skate sem que ele fuja

Primeiro vício a corrigir: não suba num skate parado em cima de concreto liso. Ele rola, você cai, você toma medo. Comece no carpete, na grama baixa ou no cascalho batido — o shape fica travado e você consegue se concentrar na postura.

A postura é essa. Pé da frente logo atrás dos parafusos dianteiros, levemente na diagonal. Pé de trás no tail, a parte levantada atrás. Joelhos soltos, nunca esticados. Ombros alinhados com o skate, olhar lá na frente — nunca nos pés. Se você olhar pros pés, você cai. Isso é lei da física, não conselho.

Fique em cima por dois minutos, flexione, gire os ombros, jogue o peso nos calcanhares e depois nas pontas dos pés. Você sente o skate inclinar: é assim que você vai fazer as curvas. Quando subir nele virar automático, passa pra próxima.

Groupe de débutants un pied sur la planche, l'autre au sol, pendant un cours pour apprendre à monter sur un skate
Subir no skate, um pé depois o outro: a etapa 2 do jeito que ela realmente se treina, parado, antes de sair andando. Foto: Wil540 — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Etapa 3 — Empurrar e andar: onde vira skate de verdade

Ache um piso liso e plano. Um estacionamento vazio num domingo de manhã, o corredor de um ginásio, uma quadra. Rua não, ainda não.

Pé da frente no skate, apontado pra frente. Pé de trás no chão. Você empurra, traz o pé de trás pro tail e gira o pé da frente de lado. É aí que tudo acontece: esse giro do pé da frente precisa virar automático. Faça cinquenta vezes seguidas em dez metros. É repetitivo, parece bobo, e é isso que te leva de “eu fico em pé” pra “eu ando”.

Depois de embalado, você faz as curvas inclinando: peso nas pontas dos pés pra ir de um lado, nos calcanhares pro outro. Se não estiver virando o suficiente, seus trucks estão apertados demais — afrouxe a porca central um quarto de volta com a chave T, nada além disso.

Skateuse en train de rouler sur des pavés, pieds placés au-dessus des boulons, buste dans l'axe
Pés em cima dos parafusos, tronco alinhado, olhar lá na frente: a postura que torna o push possível. Foto: missbutterflies — CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Etapa 4 — Frear e, principalmente, cair direito

Você sabe andar. Você não sabe parar. É exatamente aí que os iniciantes se machucam.

Três jeitos de frear, do mais simples ao mais útil. O foot brake: você encosta a sola do pé de trás no chão e vai arrastando aos poucos — 90% das suas paradas. O tail scrape: você pisa no tail pra raspar a ponta do shape, funciona mas come a madeira. O power slide: você atravessa o skate pra travar as rodas. Esse aí, guarde pra depois.

E cair também se aprende. A regra: nunca amortecer com os punhos esticados. Você rola no ombro, distribui o impacto, levanta. O punho é a articulação que leva tudo quando você vai pra frente, porque o reflexo natural é esticar a mão pra se segurar. Um capacete e um par de proteções decentes fazem você tentar cinco vezes seguidas em vez de ir embora pra casa.

Skateur qui rattrape sa chute main au sol au skatepark des Ursulines à Bruxelles, planche partie devant lui
A saída que ninguém ensina: mão no chão, skate disparado na frente. Vinte minutos treinando isso mudam tudo. Foto: Trougnouf — CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

Etapa 5 — O ollie, a porta de entrada pra todo o resto

O ollie é pular com o skate colado nos pés. Sem ele, você não sobe em nada, não passa por cima de nada, não faz nenhum outro trick. Alan Gelfand inventou o movimento em 1978 nas rampas; Rodney Mullen foi o primeiro a soltar no plano, em 1981. Todo o skate de rua moderno vem dessas duas datas.

O movimento em três tempos: você bate o tail no chão num golpe seco, sobe o pé da frente raspando o shape em direção ao nose e traz os dois joelhos pro peito. Não é um pulo vertical, é uma batida seguida de um deslize. Comece parado, na grama ou com o skate travado. Depois andando bem devagar.

Conte várias semanas. A gente detalhou o movimento completo no nosso guia do ollie em 6 etapas. Quando ele sai limpo no plano, o degrau da calçada vira um parquinho — e aí, descer uma calçada ganha um sentido completamente diferente.

Ado en t-shirt rouge qui claque un ollie sur une marche de trottoir, planche décollée du sol
A etapa 5 em condições reais: um degrau de calçada, um tail batido e o skate que acompanha. Foto: Oto Zapletal — CC BY 4.0, via Wikimedia Commons
Ton premier ollie : le geste en trois temps, filmé au ralenti

A batida do tail, a subida do pé da frente, os joelhos que voltam: três tempos que o vídeo deixa mais claros do que qualquer explicação escrita.

A etapa que todo mundo pula — e é justamente ela que conta

Aqui está a resposta prometida no começo do artigo. A etapa que todo mundo pula não é o pé da frente, nem o push, nem o ollie. É a etapa 4: aprender a cair, e fazer isso de propósito, a frio, antes de precisar.

Ninguém treina cair. Parece que não serve pra nada, não rende vídeo, não dá views. Então todo mundo pula direto de “eu ando” pra “eu tento um trick”. E o primeiro tombo de verdade chega sem nenhum reflexo pronto: a mão vai pra frente, o punho leva tudo e o medo se instala. Depois disso, o corpo trava a cada tentativa — e corpo travado não acerta trick nenhum.

Vinte minutos bastam. De proteção, parado e depois andando bem devagar: você se deixa cair de lado, rola no ombro, levanta. Trinta vezes. Seu cérebro registra que o chão não é uma ameaça mortal e para de te travar.

É a diferença concreta entre os dois tipos que você encontra em qualquer pista: o que tenta e levanta, e o que hesita meio segundo antes de bater o tail — e erra por causa desse meio segundo. O primeiro não tem mais talento. Ele só já encostou no chão trinta vezes sem se machucar.

Skateur qui rate son trick en pleine rue, la planche partie de côté, devant une foule de passants
O trick que sai torto na frente de trinta pessoas: acontece com todo mundo, e é exatamente isso que a gente aprende a aguentar. Foto: Jarek Tuszyński — CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

O que isso muda de verdade

No dia em que cair deixa de te dar medo, você para de andar segurando. Você empurra mais forte, olha mais longe, tenta o trick em vez de ficar imaginando. Não é questão de coragem — é o seu corpo que entendeu que sabe lidar com a saída. E é exatamente nesse momento que a galera em volta começa a te ver como skatista, e não como um cara com um skate.

Quanto tempo leva cada etapa, sendo honesto

  • Etapa 1 — pé da frente: 10 segundos. Sério.
  • Etapa 2 — ficar em pé: 2 a 3 sessões de 20 minutos.
  • Etapa 3 — empurrar e fazer curva: 1 a 2 semanas, com 30 minutos por dia.
  • Etapa 4 — frear e cair: 2 sessões. É o melhor custo-benefício de tempo de toda a lista.
  • Etapa 5 — o ollie no plano: de 3 semanas a 6 meses, dependendo dos dias que você dedicar. Nenhum número aqui é anormal.

Se o seu shape estiver mole ou as rodas rangendo, nenhuma dessas etapas vai funcionar direito — o equipamento faz diferença de verdade no começo. A gente separou o joio do trigo no guia do primeiro skate: tamanho, marca, orçamento real.

Perguntas frequentes

Dá pra aprender a andar de skate sozinho, sem ninguém?

Dá, e é assim com a maioria. Se filme com o celular apoiado no chão: em dez segundos você enxerga o que não consegue sentir — pé da frente mal posicionado, ombros tortos, olhar nos pés. É o melhor professor de graça que existe.

Onde treinar quando se está começando e não quer ser visto?

Estacionamento de supermercado no domingo de manhã, pátio de escola no fim de semana, alameda de parque pouco movimentada. Piso liso, sem ladeira, sem carro. Na pista você vai na etapa 3, durante a semana, no começo da tarde, quando ela está quase vazia.

É grave se eu não conseguir o ollie depois de dois meses?

Não. Dois meses é um prazo banal, ainda mais se você só anda no fim de semana. Verifique duas coisas antes de duvidar de você: se está mesmo batendo o tail no chão (tem que dar pra ouvir) e se está subindo o pé da frente raspando o shape em vez de pular reto pra cima.

Preciso mesmo usar capacete?

Na pista e nos obstáculos, sim, sem discussão — a maioria das pistas francesas exige isso dos menores de idade. Num estacionamento plano, só pra aprender a empurrar, a questão pesa menos, mas as joelheiras vão te fazer tentar dez vezes em vez de duas.

Você tem as 5 etapas e a ordem que funciona. A única coisa que importa agora é o número de dias em que você põe os pés em cima do skate. Ninguém nunca aprendeu a andar de skate lendo — nem lendo a NOSK8.

Bom rolê.

Em que etapa você está agora, e qual delas te trava? Conta nos comentários ↓

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Le lexique

  1. 1

    regular

    Position de base avec le pied gauche devant sur la planche. C'est le cas de la majorité des skateurs.

  2. 2

    goofy

    Position inverse du regular : le pied droit est placé devant sur la planche.

  3. 3

    tail

    La partie relevée à l'arrière de la planche. C'est elle qu'on claque au sol pour décoller.

  4. 4

    ollie

    Saut de base où la planche reste collée aux pieds. Toutes les autres figures en découlent.

  5. 5

    foot brake

    Freinage en posant la semelle du pied arrière au sol et en frottant progressivement.

  6. 6

    power slide

    Arrêt en mettant la planche en travers pour bloquer le glissement des roues.

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