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Frontside crooked grind: um truck só te segura — por que ele sempre escapa no mesmo lugar?

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Frontside crooked grind: um truck só te segura — por que ele sempre escapa no mesmo lugar?

Un seul truck en contact, un angle à tenir. Positionnement, approche du ledge, écart frontside/backside et le détail précis qui te fait décrocher à mi-ledge.

5 août 2026 · 8 min de lecture
Guillaume Martin

Rédacteur skate chez NOSK8.

Spots, portraits et culture skate française — chaque article est relu et sourcé. Trois générations de pros au compteur. Chronique mensuelle.

Un seul truck en contact, un angle à tenir. Positionnement, approche du ledge, écart frontside/backside et le détail précis qui te fait décrocher à mi-ledge.


Nível: Avançado

Você já tentou cem vezes. Sobe limpo, o ângulo tá ali, o truck trava — e no meio do ledge, acabou. O shape se realinha sozinho, o nose dispara pra frente, e você termina com os dois pés no chão encarando o ledge como se ele tivesse te traído.

O frontside crooked grind é um dos raros tricks em que todo o seu peso fica sobre um truck só. Um. Não dois como no 50-50, nem o shape deitado como no noseslide. Um truck cravado de lado na quina, e um equilíbrio que se decide no centímetro.

É também por isso que ele é o grind mais observado do street. Bem feito, parece que não é nada. Mal feito, não vai a lugar nenhum. E ele sempre escapa no mesmo lugar — o final deste artigo te diz exatamente por quê, e o que corrige isso.

O erro que a gente vê toda hora

O clássico: você passa do nosegrind pro crook achando que é o mesmo trick com um pouco de ângulo a mais. Aí ataca rápido demais, apoia o truck de frente e força a torção com o ombro de trás já no ar. Resultado: o nose raspa a parte plana do ledge em vez de flutuar no vácuo, o truck se realinha em um quarto de segundo e você sai num nosegrind sujo. O crook não se força no ar. Ele já cai torto.

Um truck só, o nose no vácuo: isso é o crook

Tutoriel vidéo frontside crooked grind sur ledge

Tecnicamente, o crooked grind é um grind só no truck da frente, com o shape desalinhado pra fora do obstáculo. O nose não encosta em nada: ele fica pra fora, no vácuo, pro lado da rua. Já o tail continua em cima do ledge, a poucos centímetros da quina.

Três ângulos vizinhos, três tricks diferentes — e é aí que a maioria se perde:

  1. O nosegrind — truck da frente, shape alinhado com o ledge. Zero ângulo. É o pré-requisito absoluto do crook.
  2. O crooked grind — truck da frente, shape a uns 30-45° pra fora. O nose sai do ledge, o tail fica dentro.
  3. O noseslide — nenhum truck: é o nose do shape que desliza na quina. Outra família, outra sensação.
  4. O 50-50 — os dois trucks. A opção segura. Se você ainda não segura ele em 2 metros de ledge, deixa o crook quieto por enquanto.
  5. O 5-0 — só o truck de trás, shape alinhado. O inverso do nosegrind, e um ótimo teste de equilíbrio antes de encarar o crook.

No equipamento, três coisas mudam o jogo de verdade num crook: trucks bem regulados (frouxos demais, o nose despenca), um ledge com wax pra não travar seco na entrada, e rodas duras o suficiente pra não grudar no concreto na chegada. O tênis faz o resto.

Frontside ou backside — a diferença não está onde você pensa

Kevin Godette en backside crooked grind sur un handrail au LES skatepark de New York
Um crook de backside no handrail: o rail fica nas costas, o olhar acompanha a saída. Foto: Wil540 art — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

De backside, o ledge fica do lado dos seus calcanhares. Ele passa o grind inteiro atrás de você. Você não vê o ledge, mas o corpo fica naturalmente fechado sobre o obstáculo — o ângulo do crook se mantém quase sozinho.

De frontside, o ledge fica do lado dos dedos do pé. Você vê, lê, consegue mirar a quina no olho. Vantagem enorme na entrada. Só que a sua rotação frontside não para quando você apoia: ela quer continuar. E rotação que continua é nose que se realinha.

Traduzindo: o backside crook é mais difícil de entrar, o frontside crook é mais difícil de segurar. A maioria dos skatistas aprende o frontside primeiro porque dá pra ver o spot — e quebra a cara na segunda metade do grind durante semanas.

O que isso muda de verdade

No dia em que o crook segura, você nunca mais skata ledge do mesmo jeito. Para de sofrer com o obstáculo — você lê, escolhe o ângulo, decide onde sai. É o trick que te leva de "eu acerto tricks" pra "eu coloco tricks onde quero". E dá pra ouvir: um crook que segura faz um barulho seco e constante. O spot inteiro reconhece sem levantar a cabeça.

A chegada no ledge: velocidade, ângulo, ollie

Chegue paralelo ao ledge, a 20-30 cm da quina, com velocidade constante — e nunca acelerando no último segundo. Um crook pede menos velocidade que um 50-50: com um truck só raspando, freia mais rápido, mas você precisa estar estável, não veloz.

O ollie acontece subindo, não pulando de lado. Você dá o pop, sobe por cima da quina, e enquanto o shape sobe você abre levemente os ombros pra levar o nose pra fora. O ângulo já está ali quando o truck encosta. Essa é toda a diferença pro nosegrind, onde você apoia alinhado.

Distribuição de peso depois de apoiar: quase tudo no pé da frente, colado em cima do truck que está grindando. O pé de trás não carrega nada — ele segura o ângulo, como um leme. Se você sente o calcanhar de trás pesando, já está voltando pro nosegrind.

A lixa importa mais do que parece nesse trick: o pé da frente trabalha em torção o grind inteiro. Uma lixa gasta e seu pé escorrega um centímetro — já era. Mesma lógica pros bushings: moles demais, o truck da frente afunda com a carga e o nose despenca.

Por que sempre escapa no mesmo lugar

Aqui está a resposta, e ela não tem nada a ver com a sua velocidade nem com o seu ollie.

Ele escapa no meio do ledge, exatamente na hora em que você começa a olhar pra saída.

A mecânica é boba. Seu olhar vai pro fim do ledge. Os ombros seguem o olhar — sempre, é reflexo. De frontside, os ombros abrem então no sentido da sua rotação original. O tronco gira alguns graus, o pé de trás acompanha, o tail entra pra cima do ledge… e o ângulo do crook some. O truck da frente se realinha, o nose cai na parte plana, e você sai num nosegrind capenga ou desengata de vez. Sempre no mesmo lugar, porque é sempre na mesma hora que você olha pro final.

A correção cabe em dois pontos, e ela é contraintuitiva:

Um — trave os ombros paralelos ao ledge assim que o truck encostar. Eles não se mexem mais até a saída. Imagina uma barra apoiada nas suas clavículas, alinhada com a quina. Todo o resto da rotação se resolve com o quadril, nunca com a parte de cima do corpo.

Dois — mantenha o olhar no seu nose, não no fim do ledge. Você já sabe onde ele termina, viu na chegada. Só levanta os olhos no último terço do grind, na hora de preparar o pop out — e só nesse momento você deixa os ombros abrirem de novo pra sair alinhado.

Testa em três metros de ledge baixo, na metade da velocidade. Você vai sentir na hora o momento em que os ombros querem escapar. É esse microinstante que você aprende a ignorar — e o crook passa de "segurou uma vez" pra "segura toda vez".

Perguntas frequentes

Precisa saber nosegrind antes do crooked grind?

Sim, sem discussão. O crook é um nosegrind com um ângulo a mais. Se você não segura um nosegrind por dois metros, vai passar o tempo todo corrigindo o equilíbrio em vez de controlar o ângulo. Trava o nosegrind, depois adiciona os 30° — nessa ordem.

Por que meu nose raspa no ledge em vez de ficar no vácuo?

Você entrou demais em cima do obstáculo no ollie. Um crook se apoia com o truck na quina, não no meio do ledge. Desloca sua chegada uns dez centímetros pra fora: o nose vai sair naturalmente no vácuo, e você não vai mais precisar forçar o ângulo com o ombro.

Ledge ou handrail pra aprender?

Ledge baixo, sempre. Um curb de calçada com wax já resolve. No rail, a superfície de contato é minúscula e qualquer perda de ângulo te manda pro chão do lado errado. O crook no rail vem bem depois, quando o ângulo já virou automático.

Como sair limpo de um crook?

Você dá o pop out no truck da frente realinhando o shape com o quadril, não com os braços. Um toque do pé de trás traz o tail de volta pro eixo enquanto você deixa o ledge. Se pular puxando pelos ombros, aterrissa atravessado e sai de tail.

O crook não é um trick de força. É um trick de paciência: um truck, um ângulo, e dois ombros que se recusam a mexer por dois segundos. No dia em que você sentir o nose flutuando ao longo do ledge inteiro sem precisar pensar, vai saber que tá ganho.

Bom ride.

Seu crook escapa na entrada ou no meio do ledge ? Conta em que momento exato tudo desanda. Deixa nos comentários ↓

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Le lexique

  1. 1

    crooked grind

    Grind sur le truck avant seul, planche désaxée vers l'extérieur du ledge : le nose dépasse dans le vide, le tail reste au-dessus.

  2. 2

    nosegrind

    Grind sur le truck avant uniquement, mais planche parfaitement alignée avec l'obstacle. Aucun angle, contrairement au crook.

  3. 3

    noseslide

    Le nose du deck slide directement sur l'arête, sans qu'aucun truck ne soit en contact avec l'obstacle.

  4. 4

    5-0

    Grind sur le truck arrière seul, planche alignée. C'est l'image miroir du nosegrind.

  5. 5

    pop out

    Le petit coup de tail ou de nose qui décolle la planche de l'obstacle pour sortir du grind proprement.

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