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Rock to fakie: 4 fases, só uma em que seu peso tem que mudar de pé — qual?
Le rock to fakie bloque tout le monde au même endroit : le coping. Les 4 phases du trick, les 4 chutes classiques, et l’instant exact où ton poids doit basculer.
Le rock to fakie bloque tout le monde au même endroit : le coping. Les 4 phases du trick, les 4 chutes classiques, et l’instant exact où ton poids doit basculer.
→ Pour aller plus loin : Le boneless a plus de 40 ans et il revient partout : comment on le rentre proprement ?
Você vem rolando em direção à rampa. Sobe. E a vinte centímetros do topo, alguma coisa dentro do seu corpo diz não. Você endireita o tronco, desce de volta, não tentou nada. Três vezes. Dez vezes. A sessão inteira.
O rock to fakie trava todo mundo exatamente aí. Não por ser difícil tecnicamente — ele está até entre as manobras mais simples que dá para fazer na borda de uma rampa. Ele trava porque exige fazer o contrário do que seu instinto grita.
No papel, são três segundos: você sobe, suas duas rodas da frente passam para o outro lado da borda, o skate balança por uma fração de segundo, você desce de ré. Três segundos, e uma única pergunta de verdade lá dentro.
Onde você põe o peso. Em qual pé, em qual instante. São quatro fases nessa manobra, e só uma em que o peso tem que trocar de pé. Errar o momento é queda na certa. A resposta exata está mais abaixo, fase por fase. Antes disso, entenda o que emperra.
Nível
Iniciante em rampa
Tempo
2-6h
Pré-requisitos
Andar, dropar
Superfície
Mini rampa de 1 m
O rock to fakie, o que é exatamente

A definição cabe em uma frase. Você sobe a transição da rampa, apoia suas rodas da frente por cima da borda, o skate fica balançando um segundo montado nessa borda — esse é o “rock” — depois ele volta para baixo, e você desce rolando de ré. Rolar de ré, no jargão, se chama andar fakie. Daí o nome.
A borda em questão é o coping: o tubo de metal que corre no alto da rampa. Ele está ali para proteger a quina e para dar apoio às manobras. É também o que te dá medo, e é normal — enquanto suas rodas da frente não passarem para o outro lado, seu cérebro vê um obstáculo que vai travar o skate.
A Wikipédia coloca ele entre as manobras “rápidas e comuns”, aquelas que servem principalmente para emendar outros tricks numa mini rampa. Tradução: ninguém vai te aplaudir por um rock to fakie. É a porta de entrada. Depois que você passa por ela, todo o resto do vocabulário da rampa se abre — o rock and roll (a mesma manobra, mas você gira 180° para sair de frente), o boneless, os grinds no coping.

A primeira manobra já feita na borda de uma rampa é creditada a Jay Adams — a época das piscinas vazias da Califórnia, nos anos 70. De lá para cá, surgiram centenas. Todas começam pelo mesmo gesto: aceitar colocar as rodas da frente no vazio.
E é preciso dizer com todas as letras: esse travamento não é falta de coragem. É um reflexo de sobrevivência totalmente saudável — seu corpo se recusa a jogar o centro de gravidade por cima de um buraco. Todos os skatistas de rampa que você vê passar o coping como se nada fosse tiveram exatamente o mesmo muro pela frente. Levaram duas horas, ou três semanas. O muro não se pula, ele se gasta: de tanto subir um pouco mais alto a cada tentativa, ele fica tão fino que você atravessa sem perceber.
Leia também: Como andar de skate: 5 passos do zero até seu primeiro ollie.
As 4 fases do rock to fakie

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A subida
Você chega na transição reto, nada de atravessado, com velocidade suficiente para alcançar o topo sem forçar. Pés no lugar de sempre: o pé de trás no tail (a parte levantada de trás), o pé da frente por cima dos parafusos dianteiros. Seu peso fica centrado, dividido entre os dois pés. Você não faz nada de especial aqui — você sobe, só isso.
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A passagem das rodas da frente
A meio metro do topo, você pressiona de leve o pé da frente para empurrar o nose do skate por cima do coping. As duas rodas da frente passam para o outro lado. Seu tronco vai junto — não só o pé. É exatamente o momento em que seu instinto manda você recuar. Não recue.
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O rock
O skate está montado na quina, as rodas da frente no vazio, o truck de trás encostado no coping. Você fica meio segundo ali, peso no pé da frente, ombros por cima do skate. É o ponto de equilíbrio da manobra. Muita gente atravessa isso numa fração de segundo: no começo, vá com calma, sinta.
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A volta em fakie
Só aí você transfere o peso para o pé de trás. O nose do skate levanta, as rodas da frente voltam por cima do coping, e o skate desce a transição de ré. Você olha para a base da rampa por cima do ombro, joelhos dobrados, peso recentrado assim que as quatro rodas tocam a transição. Você está andando de fakie. Acabou.
Os 4 erros clássicos e como corrigir
Os 4 erros clássicos
- Suas rodas da frente ficam presas no coping — é o hang-up, a queda mais frequente e mais violenta. Você recuou o peso cedo demais: as rodas da frente caíram antes de ter passado de volta pela quina. Fique no pé da frente meio segundo a mais.
- Você nunca consegue fazer as rodas da frente passarem — falta velocidade, ou você freia com os ombros no meio da subida. Suba três vezes sem tentar nada, só para encostar as rodas da frente no coping e voltar. Só depois disso você ultrapassa.
- O skate sai torto na descida — você subiu atravessado. Confira sua trajetória lá embaixo: você tem que atacar a transição perpendicular ao coping, ombros paralelos ao skate.
- Você é ejetado na base da rampa — você ficou inclinado para trás durante a descida em fakie. Assim que as quatro rodas estiverem na transição, recentre o peso e dobre os joelhos, igual quando você dropa.


Comece numa mini rampa, não no bowl

Uma mini rampa é uma rampa que gira em torno de um metro de altura — a Wikipédia coloca o limite mínimo em 0,91 m, ou seja, 3 pés. Nessa altura, a transição é suave, a queda é curta, e principalmente: você enxerga o topo da rampa enquanto sobe. Num bowl de concreto de dois metros, você não enxerga nada, só aguenta.
Se a sua cidade só tem um skatepark com dois obstáculos detonados, olhe direito: quase sempre tem um quarter (um quarto de rampa, a metade de uma mini rampa) em algum canto. Já dá. Você não precisa de um park novinho em folha, você precisa de um metro de transição e de uma barra de metal no topo.
Duas coisas inegociáveis antes de subir. O capacete — o hang-up te joga para trás, de cabeça, e é o tipo de queda que não dá para amortecer com as mãos. As joelheiras se a rampa passar de um metro, porque elas deixam você escorregar de joelhos em vez de brigar para ficar em pé. Os skatistas de rampa usam todos. Ninguém acha isso ridículo.
Pré-requisito honesto: você sabe dropar a rampa do topo, com o skate apoiado no coping, sem travar no meio? Se sim, está pronto. Se não, treine isso antes — é a mesma transferência de peso para a frente, só que mais simples. A mesma dos dois centímetros de guia de calçada que fazem todo mundo entrar em pânico no começo.
Nenhuma rampa decente na sua cidade? Olha o que procurar

Você procura três coisas, nessa ordem. Uma transição, mesmo curta, mesmo feia — um quarter de skatepark municipal, a borda arredondada de um tanque de concreto, uma rampa de clube montada num ginásio. Uma quina de metal ou de concreto liso no alto dessa curva, por onde suas rodas da frente possam passar sem enroscar. Uma altura que você consiga olhar de baixo sem apertar a garganta — se você já tem medo dela antes mesmo de subir, ela está alta demais para hoje.
O que você não procura: um park novo, um crew, um coach. O rock to fakie se treina sozinho, em dez minutos, em um metro de transição. É provavelmente a manobra mais democrática do skate — não exige spot raro nem equipamento especial, só uma quina e repetição.
E se realmente não tiver nada: uma rampa de madeira usada costuma sair por algumas dezenas de euros nos sites de classificados, e cabe num quintal. Muita gente aprendeu assim, no interior, num obstáculo que rangia.
Então, onde você põe o peso exatamente?
Aqui vai a resposta, sem rodeio. Seu peso fica no pé da frente durante as três primeiras fases, e só muda para o pé de trás em um único instante: quando suas rodas da frente já voltaram para cima do coping. Nunca antes. Uma única troca, um único momento.
No detalhe, fase por fase. Subida: peso dividido entre os dois pés, corpo centrado por cima do skate, você não inclina nem para frente nem para trás. Passagem das rodas da frente: você transfere para a frente — uns 70% do peso no pé da frente — e seu tronco vai junto, senão só o skate vai e você fica para trás. Rock: você segura essa posição, peso ainda na frente, meio segundo, ombros por cima do truck dianteiro. Volta em fakie: aí, e só aí, você passa para o pé de trás para levantar o nose, e depois se recentra assim que as quatro rodas tocam a transição.
A regra em uma frase, aquela que você repete para si mesmo lá no alto da rampa: você recua o peso quando suas rodas da frente já passaram de volta pela barra, nunca enquanto elas ainda estão no vazio. Todas as quedas de rock to fakie vêm de um recuo antecipado. Todas.

E o clique chega assim: uma tentativa em que você não pensa mais em nada, em que suas rodas da frente passam sem você ter decidido, e em que você sente o skate pousar um segundo na quina antes de voltar. Uma sensação curta de gravidade zero, estranha, boa a ponto de ser meio ridícula. Depois desse primeiro, você faz dez seguidos no mesmo dia. O muro tinha só essa espessura.
Depois, você sobe em coisa mais alta, acrescenta o giro de 180 para sair de frente, tenta o boneless. Mas tudo parte dessa transferência de peso, nessa barra de metal, na sua cidade, na rampa caindo aos pedaços que você tem à mão.
Seu primeiro rock to fakie foi em qual rampa e quantas tentativas você levou? Conta nos comentários ↓
Le lexique
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1
coping
Le tube de métal fixé tout en haut d’une rampe ou d’un bowl. Il protège l’arête et sert d’appui aux figures.
-
2
fakie
Rouler en marche arrière, pieds à leur place habituelle. La planche avance par son tail au lieu de son nose.
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3
hang-up
Chute où les roues avant restent accrochées sur le coping au retour : la planche bloque et le skateur part en arrière.
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4
tail
La partie relevée à l’arrière de la planche, celle sur laquelle le pied arrière appuie pour poper.
-
5
quarter
Un quart de rampe : une seule courbe avec son coping en haut, l’équivalent de la moitié d’une mini-rampe.
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