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Red Bull Bowl Rippers 2026: os resultados do Prado, e a francesa de 17 anos que virou o jogo

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Red Bull Bowl Rippers 2026: os resultados do Prado, e a francesa de 17 anos que virou o jogo

Tom Schaar gagne à 94,7 points, Nana Taboulet s'impose à 17 ans dès sa première participation. Podium complet, scores et replay officiel du Red Bull Bowl Rippers 2026 au bowl du Prado.

8 min de lecture
Guillaume Martin

Rédacteur skate chez NOSK8.

Spots, portraits et culture skate française — chaque article est relu et sourcé. Trois générations de pros au compteur. Chronique mensuelle.

Tom Schaar gagne à 94,7 points, Nana Taboulet s'impose à 17 ans dès sa première participation. Podium complet, scores et replay officiel du Red Bull Bowl Rippers 2026 au bowl du Prado.

De 27 a 30 de agosto de 2026, o bowl do Prado recebeu a 7ª edição do Red Bull Bowl Rippers. No masculino, Tom Schaar resolveu a parada com 94,7 pontos. No feminino, uma francesa de 17 anos levou o troféu logo na primeira participação. Aqui vão os resultados, as notas, e por que é dela que a gente vai lembrar deste fim de semana.

Vencedor

Tom Schaar

EUA — 94,7 pontos

Vencedora

Nana Taboulet

França — 17 anos

Datas

27-30 de agosto de 2026

Bowl do Prado, Marselha

Formato

Bowl

Volta individual + jam session

O pódio masculino: 94,7 pontos, e cinco de vantagem sobre o 4º

Tom Schaar fez o serviço. O americano, que já tinha sido o melhor da quali na véspera com 84 pontos, guardou as manobras mais pesadas para a última volta: 94,7, e mais ninguém passou dos 91. Atrás dele, o australiano Kieran Woolley (90,3) e o espanhol Danny León (89,3), campeão desde 2023, que segura um degrau. O marselhês Tom Martin termina em 4º com 86 pontos — um a mais que na semifinal, pouco para o pódio.

  • 1. Tom Schaar94,7 pts

    Estados Unidos — vice-campeão olímpico de park em 2024, melhor nota da quali com 84 pontos

  • 2. Kieran Woolley90,3 pts

    Austrália — 4,4 pontos atrás de Schaar

  • 3. Danny LeónAtual campeão

    Espanha, 31 anos — 89,3 pontos, vencedor da edição de 2023

  • 4. Tom MartinDa casa

    Marselha — 86 pontos, 2º nas eliminatórias com 80 pontos

O que está realmente em jogo nesse bowl não é a classificação. É a passagem de bastão. Danny León tem 31 anos, venceu aqui em 2023, e ele mesmo disse logo depois de garantir o 3º lugar: « Como sou um dos mais velhos, também sinto a nova geração chegando ». Na frente dele, um americano de 26 anos e um australiano que andava em bowls de bairro dez anos atrás. Atrás dele, um marselhês que cresceu nessas curvas. Ninguém vai embora com o mesmo status de quando chegou.

Danny León, 3º no Red Bull Bowl Rippers 2026, suado e sorrindo depois da sua volta no bowl do Prado
Danny León logo depois da sua volta: 89,3 pontos, o terceiro degrau, e o sorriso de quem sabe exatamente o que está mudando ao redor. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

No feminino: Nana Taboulet vence aos 17 anos, logo na estreia

Louise-Aïna Taboulet — « Nana » para todo mundo — venceu o Red Bull Bowl Rippers 2026. Ela tem 17 anos, é do Aude, treina entre Leucate e Capbreton, e em 2023 disseram a ela que era nova demais para participar. Passou em primeiro nas semifinais, segurou na final, e o pódio se completa com a japonesa Mizuho Hasegawa, de 15 anos, e a americana Ruby Lilley — a Red Bull não detalhou a ordem do 2º e do 3º lugar até o momento em que escrevemos estas linhas, e a gente não vai inventar.

Bryce Wettstein, atual campeã do Red Bull Bowl Rippers, no bowl do Prado em 2026
Bryce Wettstein chegou ao Prado com o título de 2023 nas costas. Vai embora sem ele: é o tipo de domingo que dá para ler num rosto. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A reação dela, no calor do momento: « Não consigo acreditar. E ainda por cima meu nome vai ficar ao lado dos outros campeões deste bowl ». Três francesas largaram nas semifinais — Louise Pages, Taboulet e a marselhesa Émilie Alexandre, que passou em 3º nas semis. Na final, Alexandre terminou em 6º. A atual campeã, a americana Bryce Wettstein, não segurou o troféu.

Émilie Alexandre, skatista marselhesa, em entrevista no Red Bull Bowl Rippers 2026 no bowl do Prado
Émilie Alexandre anda no Prado há 13 anos e mirava a final: missão cumprida, 6º lugar no fim. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

O formato que aperta: uma volta, e depois todo mundo no bowl ao mesmo tempo

O Bowl Rippers não é julgado como um contest de park clássico. Dois tempos. Primeiro a volta individual: qualquer queda encerra a passagem, a não ser que aconteça logo no primeiro obstáculo. Depois a jam session — cinco e depois seis riders soltos juntos no bowl, dividindo as linhas e se desviando no ar. É aí que as notas mexem, e é exatamente por isso que Schaar guardou a volta pesada para o fim, e não para o começo.

Replay oficial do Red Bull Bowl Rippers 2026 no bowl do Prado, Marselha

O replay completo está no ar no canal da Red Bull Skateboarding: 3h42 de bowl, com narração de Chris Roberts, Omar Hassan, Eunice Chang e David Gravette — que trabalharam na beirada do bowl, e não atrás de uma bancada. Se você quer ver as voltas da final na íntegra, é lá dentro.

36 profissionais na quali, 15 vagas — e quatro marselheses dentro

No sábado, 36 riders profissionais divididos em oito baterias disputaram 15 vagas para a fase decisiva. Quatro franceses passaram, e todos vêm da mesma cidade: Tom Martin, Eliot Monnet, Vincent e Nathan Matheron. Martin saiu em 2º na quali com 80 pontos, à frente do atual campeão Danny León (78,3) e do campeão mundial de 2023 Gavin Bottger (78,7). O comentário dele cabe em uma frase: « Nasci aqui e isso é meio que a minha segunda casa. Eu estava confiante, e sabia o que precisava fazer ».

Nathan Matheron, Jordan Thackeray, Tom Martin e Eliot Monnet no deck do bowl do Prado antes da sua volta no Red Bull Bowl Rippers 2026
Nathan Matheron, Jordan Thackeray, Tom Martin e Eliot Monnet no coping, prancha sob o pé, antes de descer: a espera logo antes da volta é o momento mais longo do fim de semana. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

No sábado à noite, um corrimão em cima do vazio e uma obsessão só

Entre a quali e as finais, a sessão de « best tricks » segurou o Prado até a noite. Um corrimão instalado entre dois bowls, para deslizar em cima e cair do outro lado. Os americanos Liam Pace e Greyson Fletcher ficaram bem à vontade nele. Mas o momento que todo mundo filmou foi Grace Marhoefer insistindo naquilo tentativa após tentativa, até sair, embalada por uma galera que não largou mais dela.

Greyson Fletcher desce a parede do bowl do Prado diante das arquibancadas lotadas no Red Bull Bowl Rippers 2026
Greyson Fletcher encara a parede grande do Prado: é essa profundidade que deixa o bowl marselhês tão difícil de ler para quem não anda nele todo dia. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

O Prado não é cenário: é mais um juiz

O bowl da Escale Borély faz parte da paisagem desde os anos 90, inspirou uma fase de Tony Hawk’s Pro Skater, e é um daqueles poucos bowls da Europa onde a linha se adivinha mais do que se aprende. Émilie Alexandre anda nele há 13 anos: « Conheço de cor todas as linhas e as menores imperfeições ». É uma vantagem real — e não bastou.

O bowl do Prado em Marselha, bacias pichadas de frente para o mar, num dia comum fora de competição
O Prado sem arquibancada nem faixa: bacias pichadas de frente para a baía, abertas a todo mundo o ano inteiro. É esse park que os profissionais vieram ler em três dias. Foto: Irønie — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

No domingo, as arquibancadas e as alamedas estavam lotadas, em pleno sol, com aquele barulho de fundo constante que não se ouve em nenhum outro contest europeu: o concreto devolve tudo, as rodas, os copings, os gritos. Você anda no meio, não na frente. Se quiser entender o que esse park representa para a cidade, a gente contou os 35 anos de história dele e o resto dos spots de Marselha que vêm junto.

O que a gente vai mesmo guardar deste fim de semana

Então aqui vai a resposta, sem rodeio: a maior nota do fim de semana é americana, mas a história é francesa. Nana Taboulet, 17 anos, venceu o Red Bull Bowl Rippers logo na primeira participação, em casa, diante de um Prado lotado, três anos depois de ouvir que era nova demais para estar ali. O nome dela entra na mesma lista dos campeões anteriores, e é a primeira vez que uma francesa aparece nela no feminino.

Arquibancadas lotadas em volta do bowl do Prado durante o Red Bull Bowl Rippers 2026 em Marselha
Domingo à tarde no Prado: alamedas e arquibancadas lotadas, o bowl cercado. É essa parede de gente que Nana Taboulet tinha nas costas durante a final. Foto: Ondine Goat — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Foi isso que virou neste domingo. Não o troféu de Schaar — merecido, limpo, sem discussão. Mas o fato de uma garota de 17 anos, outra de 15 no pódio com ela, e quatro marselheses na fase decisiva do masculino desenharem uma cena que não tem mais nada a ver com a de 2023. Danny León sentiu isso antes de todo mundo. A próxima edição são eles que vão escrever — e o próximo encontro na França é o FISE em Le Havre.

Você estava no Prado neste fim de semana, ou acompanhou pelo live? Conta pra gente qual foi a manobra que te fez levantar do sofá. Manda nos comentários ↓

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Le lexique

  1. 1

    jam session

    Phase de contest où plusieurs riders skatent le bowl en même temps et se partagent les lignes, au lieu de passer chacun leur tour.

  2. 2

    run

    Passage chronométré d'un skateur seul dans le park, noté par les juges. Une chute l'interrompt.

  3. 3

    coping

    Le rail métallique posé sur le bord haut d'un bowl ou d'une rampe, sur lequel on cale ses tricks.

  4. 4

    top qualifier

    Le skateur qui sort premier des qualifications, avec le meilleur score avant les phases finales.

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