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★ Tricks
Hippie jump: por que esse salto sem o skate te ensina mais que 10 ollies errados?
Tu sautes, la planche roule seule sous toi, tu retombes dessus. Le hippie jump se rentre en une session — et il installe la vitesse, l'équilibre et le regard que ton ollie réclame.
Tu sautes, la planche roule seule sous toi, tu retombes dessus. Le hippie jump se rentre en une session — et il installe la vitesse, l'équilibre et le regard que ton ollie réclame.
→ Pour aller plus loin : Le no comply s’apprend sans ollie : 5 étapes, par laquelle tu commences ?
Seu ollie não sobe. Três semanas batendo o tail, o skate sobe 4 cm e cai torto. Você tenta de novo. Nada.
E enquanto isso, você não trabalha mais nada. Nem o equilíbrio, nem a velocidade, nem aquele detalhe bobo de que ninguém fala: onde você coloca os olhos.
Existe uma manobra que trabalha exatamente essas três coisas, sai em uma session e não pede nenhuma batida de tail. O hippie jump: você pula, o skate continua rolando sozinho embaixo de você, e você cai de volta em cima dele.
Parece piada. É uma das melhores ferramentas de evolução para quem está começando. Aqui vai o porquê — e como mandar o seu hoje mesmo.
Nível
Iniciante
Tempo
1 a 2 sessions
Pré-requisitos
Andar, remar
Superfície
Plana, lisa, livre
Uma manobra em que o skate faz o trabalho sozinho

O princípio cabe numa frase. Você vem rolando, chega num obstáculo baixo — uma barra, uma corda, um galho apoiado em dois cones. Você pula por cima sem levar o skate junto. Ele passa por baixo sozinho, você cai em cima dos parafusos e segue rolando.
Nenhum pop, nenhuma batida de tail. Nem chega a ser uma manobra no sentido estrito: a definição oficial fala mais de uma proeza atlética do que de uma manobra. Você não faz nada com o skate, faz tudo com o corpo.
Quem tornou isso famoso foi Mark Gonzales — um skatista americano dos anos 80-90 que inventou boa parte do street moderno e adorava tudo que parecia meio absurdo. Desde então, o hippie jump aparece em todo lugar: nas sessions entre amigos, nos videogames, nos campeonatos de altura. O recorde registrado é de 150,3 cm, superados pelo alemão Steffen Köster em 14 de julho de 2013, em Frankfurt. Um metro e meio, com o skate passando por baixo.
Leia também: O ollie em 6 passos.
Aqui a velocidade não é risco, é combustível

Aí vem a parte contraintuitiva. Quase toda manobra de iniciante se treina parado ou bem devagar. Essa é o contrário: devagar demais, ela fica impossível. O skate não tem embalo para percorrer embaixo de você a distância do seu pulo, ele para no meio do caminho e você aterrissa do lado.
Pela primeira vez desde que você começou a andar, a velocidade vira sua aliada em vez de ser o que te dá medo. Você é obrigado a remar de verdade, segurar um rolar estável, joelhos soltos, sem frear na aproximação. É a habilidade que mais trava iniciante na pista: o pessoal anda tão devagar que nada tem como funcionar.
Os 6 passos para o seu primeiro hippie jump

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Escolha um obstáculo ridículo
Sério: ridículo. Uma corda esticada a 10 cm entre duas mochilas, uma vareta de madeira apoiada em dois tijolos. Algo que cai se você encostar, nunca um obstáculo rígido. O primeiro sai numa altura em que não dá pra se machucar, senão você hesita na última hora — e hesitar é exatamente o que te faz errar.
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Posicione os pés como se fosse só andar
Nenhuma base especial. Os dois pés em cima dos parafusos, peso bem distribuído. É a posição em que você vai aterrissar, então melhor já estar nela. Nenhum pé no tail — a parte levantada de trás — você não vai dar pop em nada.
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Vá pra cima de verdade
Três ou quatro remadas firmes: velocidade de um trote tranquilo, não de uma caminhada. E principalmente, nada de frear na aproximação. O reflexo natural é desacelerar quando o obstáculo vem chegando. É exatamente esse reflexo que a manobra te ensina a cortar.
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Olhe para depois do obstáculo, nunca para o obstáculo
Fixe um ponto no chão dois metros depois da barra. Se você olhar para a barra, seu corpo para nela. Mesma regra da bike: você vai para onde está olhando. Esse detalhe vai te servir em todas as manobras que vierem depois.
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Pule com os dois pés, reto para cima
Uma pequena flexão, e você sobe na vertical. Nem para frente nem para trás: seu corpo já carrega a velocidade do skate. Puxe os joelhos em direção ao peito, isso te dá dez centímetros de graça.
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Caia nos parafusos, joelhos flexionados
Mire nos parafusos — onde os trucks se prendem embaixo do shape. Os dois pés ao mesmo tempo, joelhos soltos. Se você ainda rolar uns três metros depois, tá valendo. Se filme: você vai jurar que pulou o dobro do que aparece no vídeo.
Os 4 erros clássicos e como corrigir
Os 4 erros clássicos
- O skate para embaixo do obstáculo — você não estava rápido o suficiente, ou freou na aproximação. Comece o embalo três remadas antes e se proíba de olhar para os pés.
- Você cai atrás do skate — pulou para trás sem perceber, quase sempre por reflexo de proteção. Olhe para o ponto no chão depois do obstáculo, não para a barra.
- Você cai na frente do skate — o contrário: você se jogou para frente. Não precisa empurrar nada, seu corpo já tem a velocidade. Pule reto, só isso.
- Você pula cedo demais — decola um metro antes da barra e cai em cima dela. Espere a roda da frente passar o obstáculo. Em duas ou três tentativas você pega o timing.
Subindo a barra, centímetro por centímetro

A progressão é boba, e é isso que a torna eficaz: você sobe o obstáculo alguns centímetros, repete três passagens limpas, sobe de novo. Corda a 10 cm, depois 20. Um shape deitado, depois dois empilhados, depois três.

A regra: você nunca sobe enquanto não tiver três acertos seguidos. Não dois em cinco. Três seguidos. É isso que transforma um golpe de sorte num movimento que o seu corpo conhece.
E é aí que a coisa fica interessante. Você instala um hábito — degrau pequeno, validação, próximo degrau — numa manobra em que errar não custa nada. Quando aplicar o mesmo método no no comply ou no manual, você já vai saber quebrar uma manobra em pedaços.
Então: por que isso te ensina mais que 10 ollies errados?

Resposta direta, em três pontos.
Um. Um ollie errado não te ensina nada porque devolve uma informação ilegível. O skate sai torto: foi o pop? o slide? os ombros? Você não sabe, então repete o mesmo movimento confuso dez vezes. O hippie jump só te dá uma variável por vez: caiu na frente, caiu atrás, ou freou. A correção é óbvia a cada tentativa. Aprender é isso — não repetir.
Dois. Ele te faz trabalhar as três fundações que o ollie já dá por adquiridas: andar rápido sem travar, pular mantendo o corpo alinhado com o skate, colocar o olhar longe à frente. Dá pra passar seis meses batendo ollie parado sem nunca tocar nessas três. No dia em que você quiser passar um ollie por cima de alguma coisa andando, vão te faltar todas de uma vez.
Três. Ele sai. Na primeira noite, muitas vezes. E isso conta mais do que a gente gosta de admitir: depois de três semanas de ollies que não sobem, a vozinha que diz «talvez isso não seja pra mim» fala alto. Mandar alguma coisa, qualquer coisa, faz ela calar a boca. Você volta pra pista sabendo que o seu corpo é capaz de aprender — e é nesse estado que se acerta um ollie, não na raiva.
Então não, ele não substitui o ollie. Ele prepara, conserta o moral, torna o resto legível. Dez ollies errados te deixam no mesmo lugar. Uma session de hippie jumps te tira do lugar.
Vai lá esticar uma corda a dez centímetros do chão. Uma hora basta.
Qual foi o obstáculo mais alto que você já passou de hippie jump — e com o que você montou ele? Conta nos comentários ↓
Le lexique
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1
pop
Le coup sec donné avec le pied arrière sur l'arrière de la planche pour la faire décoller du sol.
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2
tail
La partie relevée à l'arrière de la planche, celle qu'on frappe au sol pour faire un ollie.
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3
les vis
Les quatre boulons visibles sur le dessus de la planche, à l'aplomb des trucks. Le repère où poser les pieds à la réception.
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4
no comply
Figure où l'on pose un pied au sol pour faire décoller la planche, sans utiliser le pop classique.
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