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Santo Domingo 2026: 13 anos, 60 pontos de diferença — o skate caribenho encontrou sua nova geração?

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Santo Domingo 2026: 13 anos, 60 pontos de diferença — o skate caribenho encontrou sua nova geração?

Street skate aux Jeux d'Amérique centrale et des Caraïbes 2026 : Esmeralda Butler titrée à 13 ans avec 60 points d'avance, Jhancarlos González en or chez les hommes. Podiums complets, scores et qualifications.

6 min de lecture
Guillaume Martin

Rédacteur skate chez NOSK8.

Spots, portraits et culture skate française — chaque article est relu et sourcé. Trois générations de pros au compteur. Chronique mensuelle.

Street skate aux Jeux d'Amérique centrale et des Caraïbes 2026 : Esmeralda Butler titrée à 13 ans avec 60 points d'avance, Jhancarlos González en or chez les hommes. Podiums complets, scores et qualifications.

No dia 5 de agosto de 2026, no skatepark do Malecón Deportivo de Santo Domingo, o skate entrava pela primeira vez no programa dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe. Dois títulos em jogo, street masculino e street feminino. No masculino, o colombiano Jhancarlos González fechou o contest com 176.64 pontos. No feminino, a porto-riquenha Esmeralda Butler venceu aos 13 anos com 150.76 — 60 pontos a mais que a segunda colocada. Uma diferença dessas numa final internacional é algo que quase nunca se vê.

⏱ Leitura: 6 min

Ouro masculino

J. González

Colômbia — 176.64 pts

Ouro feminino

E. Butler

Porto Rico, 13 anos — 150.76 pts

Finais

5 de agosto de 2026

Malecón Deportivo, Santo Domingo

Formato

Street

3 runs + 3 best tricks

Pódio masculino: González na frente, dois moleques atrás

Jhancarlos González não deixou dúvida nenhuma. 176.64 pontos, 36 a mais que o segundo colocado. O colombiano de 29 anos já tinha fechado as classificatórias em primeiro na véspera, com 81.33 — ele só seguiu no mesmo ritmo. Atrás dele, a briga foi por um fio: Gabriel Lavallée, 15 anos, leva a prata para Porto Rico com 140.22, ou seja, 1,14 ponto na frente do mexicano Brayan Coria.

  • 1. Jhancarlos González176.64

    Colômbia, 29 anos — 1º das classificatórias com 81.33

  • 2. Gabriel Lavallée140.22

    Porto Rico, 15 anos — 75.56 no seu 2º best trick, 2ª melhor nota individual do contest

  • 3. Brayan Coria139.08

    México — batido por 1,14 ponto

Pódio feminino: 150.76 contra 90.62, a final mais desequilibrada do contest

Esmeralda Butler tinha 13 anos no dia dessa final, e era a mais nova de toda a delegação porto-riquenha em Santo Domingo. Ela cravou 77.89 no segundo run, depois 72.87 no segundo best trick. Total: 150.76. A mexicana Geraldine Sánchez, prata, termina com 90.62. A venezuelana María Arias completa o pódio com 80.08.

O quarto lugar conta a outra metade da história: Jazmín Álvarez, a colombiana que andou nos Jogos de Paris 2024, para em 72.85 depois de errar suas tentativas de best trick. Uma atleta olímpica, em quarto, atrás de uma menina de 13 anos que nunca pisou numa Olimpíada. É exatamente o tipo de dia que o street produz e que os outros esportes quase nunca produzem.

  • 1. Esmeralda Butler150.76

    Porto Rico, 13 anos, Vega Baja — 1ª das classificatórias com 71.57

  • 2. Geraldine Sánchez90.62

    México, Guanajuato — 107ª no ranking mundial

  • 3. María Arias80.08

    Venezuela

  • 4. Jazmín Álvarez72.85

    Colômbia — olímpica em Paris 2024, best tricks errados

As classificatórias de 4 de agosto: 17 skatistas, 10 países, um único skatepark

Na véspera das finais, eram 17 na disputa — 7 mulheres, 10 homens — mandados por Panamá, Honduras, Costa Rica, México, Venezuela, Colômbia, Porto Rico, El Salvador, República Dominicana e Barbados. No papel, é um line-up regional. Na prática, é a primeira vez que essas dez federações mandam skatistas para uns Jogos, num skatepark de competição de verdade, com juízes da World Skate e um ranking oficial no final da linha.

Butler já tinha assumido a ponta das classificatórias femininas com 71.57. González tinha feito o mesmo no masculino com 81.33. Nenhuma surpresa no dia seguinte no lugar mais alto do pódio — a surpresa foi a diferença.

Jhancarlos González, part vidéo de skate street

3 runs, 3 best tricks: o formato que virou a chave da final feminina

Skateur en contest de street international, run devant les tribunes
O formato street em contest: um run, uma arquibancada e três tentativas para decidir tudo. Foto: Erik Drost — CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (ilustração).

O formato é o padrão: três runs, depois três tentativas de best trick. O total soma as melhores notas. Parece detalhe — na real, foi isso que criou os 60 pontos de diferença no feminino. Butler converteu duas vezes: um run de 77.89 e um best trick de 72.87. Álvarez, a olímpica, errou os dela e acabou somando runs sem bônus nenhum.

É a lógica cruel do street em competição: você pode ser a skatista mais sólida do line-up e voltar pra casa sem medalha porque suas três tentativas não encaixaram. No masculino, Lavallée jogou exatamente o jogo oposto — sem o best trick de 75.56, ele não leva a prata. A gente viu isso em outros circuitos nesta temporada, principalmente nas finais do X Games 2026, onde runs limpos não bastaram.

Jhancarlos González: 5º em Tampa em abril, ouro em Santo Domingo em agosto

O nome de González não saiu do nada. Em abril, ele terminava em 5º no Tampa Pro 2026 — na frente de boa parte do circuito mundial, no contest indoor mais pesado do calendário. Em 2024, ele já subia no pódio dos World Skate Games na Itália, com o bronze, ao lado de Toa Sasaki e Matías Dell Olio.

Um skatista desse nível num line-up regional dá nisso: 176.64 pontos e um contest fechado antes do fim. A federação dele, por sua vez, não esconde para onde está olhando: esse título é apresentado como uma etapa no caminho até Los Angeles 2028. A verdadeira batalha vai rolar em outro lugar — no circuito World Skate, não no Malecón.

E aí, nova geração ou golpe de sorte? A resposta cabe numa bandeira

A resposta é sim — mas ela não vale para a região inteira. Ela vale para Porto Rico, e para mais ninguém. Em duas provas de skate, a ilha sai com duas medalhas, conquistadas por uma menina de 13 anos e um moleque de 15. Não é um veterano, não é um rider consolidado no circuito: dois adolescentes do mesmo pedaço de ilha, no mesmo dia, no mesmo skatepark.

Butler também não é acidente nenhum. Aos 11 anos, ela já terminava em 20º num campeonato mundial. Em 2025, ficava em 4º nos Jogos Pan-Americanos júnior em Assunção. Santo Domingo é o degrau seguinte, não o primeiro. E o « tô feliz, nem consigo acreditar » que ela soltou para os jornalistas logo depois, com a medalha dedicada aos pais que a levavam para treinar, diz tudo sobre de onde ela vem.

Quanto ao resto: não, a região não virou de vez. Dez nações, 17 skatistas, e um título masculino vencido por um pro colombiano de 29 anos já ranqueado mundialmente — segue sendo um line-up estreito. O que mudou no dia 5 de agosto é que um país de três milhões de habitantes provou que consegue produzir dois medalhistas adolescentes numa tarde só. É o mesmo roteiro que a gente viu se escrever em outros lugares, com Rayssa Leal no Brasil ou Lucie Schoonheere na França: uma menina se destaca, e três anos depois tem dez vindo atrás dela. Guarda o nome de Esmeralda Butler. Você ainda vai vê-lo de novo.

Uma atleta olímpica de Paris 2024 batida por 78 pontos por uma menina de 13 anos: nível regional fraco demais, ou tapa na cara de verdade? Fala aí nos comentários ↓

A gente acompanha todos os resultados dos contests de skate da temporada no nosk8.com.

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Le lexique

  1. 1

    street

    Discipline du skate en compétition qui reproduit le mobilier urbain : rails, escaliers, murets et plans inclinés.

  2. 2

    run

    Passage chronométré, en général 45 secondes, pendant lequel le skateur enchaîne librement ses figures sur tout le module.

  3. 3

    best trick

    Tentative unique sur une seule figure, notée à part du run. Elle se rate ou elle se rentre, sans deuxième chance dans l'essai.

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