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Damn Am San Diego 2026: aos 17 anos, ele passa por cima de 70 skatistas — por que 2 dos 3 do pódio são japoneses
Momohei Yabushita, 17 ans, gagne la première étape 2026 du Damn Am au park LVLUP de Vista. Podium complet, classement de la finale, Red Bull Best Trick et vidéos officielles.
Momohei Yabushita, 17 ans, gagne la première étape 2026 du Damn Am au park LVLUP de Vista. Podium complet, classement de la finale, Red Bull Best Trick et vidéos officielles.
→ Pour aller plus loin : Asian Games 2026 : 4 titres de skate en 4 jours, et le Japon n’en a gagné qu’un la dernière fois
Nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2026, o Damn Am abriu a temporada no park LVLUP USA, em Vista, no condado de San Diego. Resultado: Momohei Yabushita venceu. Atrás dele, o americano Nels Rosen, e depois o japonês Ichiro Tsuzuki. Dois dos três degraus falam japonês, e o cara do topo tem 17 anos.
Vencedor
Momohei Yabushita
Osaka, Japão — 17 anos
Etapa
1ª de 2026
LVLUP USA, Vista, CA
Datas
28-30 de agosto de 2026
Condado de San Diego
Formato da final
3 runs de 1 min
12 skatistas, melhor run
O pódio: Yabushita na frente de Rosen e Tsuzuki
Momohei Yabushita volta da Califórnia com o primeiro lugar. O moleque de Osaka, goofy, patrocinado por Jarow, New Balance Japan, Bones Bearings e Spitfire, já tinha passado o sábado inteiro na frente de todo mundo: 1º das eliminatórias entre 70 skatistas inscritos. Terminou o fim de semana do jeito que começou.
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1. Momohei YabushitaVencedor
Osaka, Japão · 17 anos · 1º das eliminatórias entre 70 · 3º do Tampa Am 2024
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2. Nels RosenÚnico americano
Seattle, WA · Powell Peralta, Etnies, Independent · 2º das eliminatórias, 2º da final
-
3. Ichiro TsuzukiMelhor das semis
Saitama, Japão · ASICS, Independent, Bones · 1º das semifinais na frente de outros 22
-
Maurice JordanBest Trick
Los Angeles, CA · Diamond, Thunder, Spitfire · vence o Red Bull Best Trick de sábado à noite

Um detalhe que importa, porque você vai atrás dele: o Skatepark of Tampa não divulga notas em números no Damn Am. Nem nas eliminatórias, nem na final. Ele divulga classificações. Ou seja, ninguém tem como te dar “a nota do run vencedor” — e se você ler isso em algum lugar, é invenção.
Três runs de um minuto, só um conta
No domingo, às 15h, são doze no park. Cada um tem direito a três runs de um minuto e só o melhor vale. Sem média, sem best trick somado ao total: um minuto limpo, ou nada. É um formato que perdoa duas quedas e zero hesitação — dá pra capotar duas vezes e ganhar mesmo assim, desde que a terceira line saia inteira.
O run completo do Yabushita está no vídeo oficial do Skatepark of Tampa aqui embaixo, filmado por Frank Branca. Repara no jeito como ele emenda tudo sem nunca pôr o pé no chão entre um obstáculo e outro: é exatamente isso que o formato premia.


Os dois que pularam a semifinal ficaram com os dois primeiros lugares
Esse é o detalhe que ninguém comenta e que explica metade do resultado. O Damn Am tem uma regra da casa: os dois primeiros das eliminatórias garantem um “straight shot”, vaga direta na final. Eles não andam na semi de domingo ao meio-dia.
Yabushita e Rosen terminaram em 1º e 2º nas eliminatórias. Ou seja, ficaram olhando os outros 23 se acabarem na semifinal enquanto poupavam as pernas. Três horas depois, na final, terminaram… em 1º e 2º. Mesma ordem. Já Ichiro Tsuzuki venceu a semi e ficou com o 3º lugar: o melhor dos “cansados”.

Isso não tira mérito de ninguém: primeiro você tem que ser o 1º entre 70 no sábado pra tocar nesse bônus. Mas se você se pergunta por que os mesmos nomes ocupam o topo da tabela do começo ao fim do fim de semana, é aí que a coisa se decide. Nesse circuito, o sábado vale tanto quanto o domingo — algo que a gente já tinha visto funcionar no Red Bull LEDGEnds de Houston.
Red Bull Best Trick: Maurice Jordan fatura no sábado à noite
No sábado, às 17h, com as eliminatórias encerradas, o park vira Red Bull Best Trick. Formato aberto, só uma coisa conta: o truque mais pesado da noite. Maurice Jordan, de Los Angeles, leva a melhor sobre o brasileiro Lucas Aquino e Steve Gamboa, de Rialto.
Jordan terminou em 12º na final do dia seguinte — último entre os doze. Isso resume bem o que o best trick realmente é: uma sessão de demolição em que ninguém pensa na classificação geral. O vídeo oficial das eliminatórias e do best trick está aqui embaixo.

A classificação completa da final — e dois quebequenses no meio
| # | Skatista | Origem |
|---|---|---|
| 1 | Momohei Yabushita | Osaka, Japão |
| 2 | Nels Rosen | Seattle, Estados Unidos |
| 3 | Ichiro Tsuzuki | Saitama, Japão |
| 4 | Lucas Aquino | Belo Horizonte, Brasil |
| 5 | Rion Swenson | Encinitas, Estados Unidos |
| 6 | Carlos Garcia | Uberaba, Brasil |
| 7 | Nobi Villalobos | Victorville, Estados Unidos |
| 8 | Josh Herrmann | Charlottesville, Estados Unidos |
| 9 | Marcus Attwood Jr. | Sacramento, Estados Unidos |
| 10 | Zavier Matthews | Quebec, Canadá |
| 11 | Guillaume Brunelle | Quebec, Canadá |
| 12 | Maurice Jordan | Los Angeles, Estados Unidos |
Nenhum francês inscrito neste ano, mas dois francófonos na final: Zavier Matthews e Guillaume Brunelle, os dois de Quebec, 10º e 11º. Brunelle anda pela Real, pela New Balance e pela Palmiste Skateshop. Em doze finalistas, a francofonia coloca dois — dois a mais que a Europa inteira.
Por que dois dos três do pódio são japoneses
A resposta é essa, e não tem nada de sorte de um fim de semana. O Japão não manda skatistas pra tentar a sorte na Califórnia: ele colonizou o circuito amador americano nos últimos dois anos.
A prova está nos resultados do Tampa Am 2025, o contest amador mais prestigiado do mundo, na SPoT, na Flórida. O top 4: um brasileiro, um suíço, um canadense, um peruano. Zero americanos. E logo atrás, três japoneses entre os onze primeiros — Taiga Nagai em 5º, Rio Yashima em 10º, Luca Hirata em 11º. Nagai e Hirata são de Osaka. Igual ao Yabushita.

O estopim tem nome e data. Yuto Horigome vira campeão olímpico de street em Tóquio, em 2021, e repete a dose em Paris, em 2024 — dois títulos seguidos, algo nunca visto na modalidade. Na mesma quinzena, Momiji Nishiya leva o ouro aos 13 anos, e depois Coco Yoshizawa aos 14, em 2024. Um moleque japonês nascido em 2009 cresceu num país onde ganhar no street virou norma, não façanha.
Por trás da imagem, tem estrutura: parks urbanos construídos pra isso, uma federação que banca as viagens, marcas japonesas (Jarow pro Yabushita, Willys Workshop pro Tsuzuki) que pagam a passagem de avião de um am de 17 anos pra um contest amador em Vista. Nada disso existia em 2015. A gente já tinha visto o mesmo no feminino algumas semanas atrás: três japonesas no pódio do SLS Tempe. E se você quer ver como é um spot onde esses moleques param, vai ler nossa visita ao Miyashita Park, em Tóquio.
Então não, não é acaso. É uma cadeia montada há dez anos, que agora chega ao andar amador do circuito americano e ganha nele. Yabushita não é surpresa: ele já tinha sido 3º do Tampa Am 2024, numa idade em que a maioria dos finalistas de Vista ainda estava passando pelas eliminatórias.
O que esse fim de semana abre: outubro, Tampa, a virada pro pro
Um Damn Am não é um fim, é um passaporte. Os 20 melhores skatistas do fim de semana garantem vaga nas eliminatórias de sábado do Tampa Am, em outubro. E o Tampa Am é a antessala: é ali que se decide quem vira pro no ano.

Yabushita vai chegar lá com um status diferente do de 2024: não é mais o moleque que surpreende, é o cara que todo mundo vigia. Nels Rosen também — 2º das eliminatórias, 2º da final, uma regularidade que pesa mais que um banger isolado. E Carlos Garcia, 6º aqui depois do 2º lugar no Damn Am Louisville - 2025, segue empilhando finais sem ainda subir no degrau mais alto.
Próximo compromisso: Tampa, em outubro. Se a cadeia japonesa fizer no Tampa Am o que acabou de fazer em Vista, a pergunta não vai mais ser “por que dois japoneses no pódio”, e sim “quem vai segurar eles”.
Links úteis
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Le lexique
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1
straight shot
Accès direct à la finale accordé aux deux meilleurs des qualifications, qui sautent donc les demi-finales.
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2
run
Passage chronométré pendant lequel un skateur enchaîne ses figures sur le parcours, ici une minute.
-
3
am
Skateur amateur, sponsorisé mais pas encore passé professionnel sur le circuit.
-
4
line
Suite de figures enchaînées sans poser le pied entre deux obstacles.
-
5
banger
Figure spectaculaire posée pour marquer les esprits, souvent en fin de run.
-
6
goofy
Position sur la planche pied droit devant, à l'inverse du regular qui met le pied gauche.
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